13.4.11

MAS NÃO ERAM PRECISOS (?)

Apesar das muitas notícias que foram saindo na comunicação social, portuguesa e estrangeira, bem como a pressão dos banqueiros na última semana, parece que Portugal não precisava de uma intervenção externa. Não digo ajuda, porque penso que não vem aí ajuda nenhuma, mas sim um processo de implementação de políticas restritivas.

Ora foi isso que li há poucos minutos, num resumo de um artigo publicado no New York Times pelo professor de Sociologia da Universidade de Notre Dame (nos Estados Unidos da América) Robert Fishman. Ao autor aponta várias razões para se ter chegado a esta situação, sobretudo a especulação dos mercados, e curioso, entre muitas das suas opiniões, é referir que o governo até estava a conduzir bem as políticas e que a economia portuguesa estava a responder à crise, muito melhor do que outros países da Europa Ocidental. Sobre tal questão, claro que não faço qualquer comentário, pois certamente não estando na posse de todos os meios e informações que ele possua, estaria a incorrer em erro.

No entanto houve outra opinião que se causou um certo arrepio, para não dizer medo, é que segundo aquele autor, a atitude dos mercados pode ser vista como um modo de condicionar as democracias e aponta desde já outros possíveis alvos na Europa. É porém na sua interpretação do perigo que a intervenção externa em conjunto com a actividade dos mercados pode colocar a democracia europeia em perigo, que mais me assusta e sou quase obrigado a concordar com ele. Seja como for em relação ao "resgate" eles já cá estão, mas como diz o professor, se calhar não eram cá precisos, não tivessem certos "poderes" feito o seu papel. A tal "comissão de corrupção internacional".

2 comentários:

António Branco disse...

Olá Virgílio!
O país tem seguido uma política de endividamento sistemático. Somos obrigados (pela CE) a ter um défice máximo de 3%/ano e nem isso conseguimos cumprir. Ter um défice de 3% significa gastar mais 3% do que aquilo que produzimos. E temos feito isso sistematicamente. Ora... quem é que se aguenta a gastar mais 3% do que aquilo que produz e o faz ao longo dos anos sem planear um fim à coisa? Se não se pedisse dinheiro agora, não haveria dinheiro nos bancos em poucos meses para coisas essenciais como compra de matérias primas por parte das empresas, ou pagamento de salários. E uma vez que eram, em parte, os bancos portugueses quem estava a comprar a dívida (que já poucos acreditavam vir a ser paga), também os bancos lá fora começaram a ser vistos como potenciais "não pagadores", tendo-lhe sido cortado o crédito por isso. O que sucedeu em termos de "especulações" do mercado (com aumento de juros), foi acelerar o processo... mas o fim ia ser este. O de pedir ajuda... depois, quem pede ajuda... sujeita-se...

Lu! disse...

Eu também não sei muito bem se era mesmo precisa essa "ajuda" externa... Não estou lá para ver as contas, mas o certo é que o país tem vindo a endividar-se mais e mais... Não será a má gestão dos nossos políticos que falam falam falam mas se olharmos para os bolsos deles....... Onde vamos parar?!?!