7.3.10

COM OS LIVROS

Numa semana de muito trabalho, consegui reservar algumas horas para os livros. Não quero dizer para ler, pois isso é a minha "maluqueira" e se acontece haver um dia em que não leia fico completamente desenquadrado do meu equilíbrio emocional. Aliás ler e escrever são as minhas "drogas". Do que falo concretamente, foi de estar presente em eventos literários. Desta feita, não como autor, mas como convidado de dois autores.
Na passada sexta-feira, tarde-noite, enquanto a claridade se esgotava estive na apresentação do livro de valter hugo mãe (escrevo com minúsculas porque ele assim quer) "Máquina de Fazer Espanhóis", o qual ainda não li por andar com outros livros em mão! De seguida houve jantar com o autor após o qual se travou amena cavaqueira, sobre livros, autores e histórias entre os diversos presentes, uns mais interventivos (como eu) do que outros. Técnicas de escrita e forma de apresentar o texto também estiveram em cima da mesa, o Nuno Garcia Lopes falou mais sobre as edições. Do valter (licenciado em direito) fiquei com a ideia que tem mais arte para a escrita que para a oratória, se bem que não se recusasse a responder a qualquer das questões que lhe foram colocadas.
Ontem o amigo e camarada Vasco Marques, também ele licenciado em direito (mas este a exercer advocacia ao contrário do valter), assisti ao lançamento do seu primeiro romance (aliás, considero-o uma novela) "A Vida Muda num Segundo". Depois dos seus livros técnicos, no âmbito do Direito do Trabalho, veio o primeiro romance (também ainda não li). Em certo jantar em que estivéramos juntos perguntou-me como se escreve um romance e eu disse-lhe "deixe fluir a pena e a imaginação", tendo em atenção não cometer erros ortográficos e dando uma contextualização ao que se quer escrever, ou seja à história. Sobre essa conversa fez referência, afirmando que seguira com grande pormenor o meu conselho. Fiquei lisonjeado! E como é com os livros que me sinto bem, foi o início de um fim de semana fabuloso!

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