23.6.11

MARIONETAS

Só por uma questão de profunda reflexão me resolvi a voltar a dispensar alguns minutos a escrever algumas linhas no blogue. O mundo como vamos vendo está em completa efervescência, quer na Europa como noutros locais do globo e se isto nos faz sentir que a realidade está longe de ser pacifica, é preciso que se diga que as informações que nos chegam são uma ínfima parcela do quotidiano que vai marcando as horas do planeta. Não se duvide que estamos na antecâmara do maior conflito social de há um século a esta parte, e quem controla as coisas sabe que assim será, preparando-se para tirar o maior partido disso.

A crise não é portuguesa, também é portuguesa! É norte-americana, islandesa, irlandesa, síria, líbia, grega, italiana, belga, espanhola, chinesa. E em quantos mais locais que nós nem nos apercebemos porque a informação é filtrada ao mais ínfimo pormenor. Só passa para a opinião pública o que deve passar, o resto é mantido no segredo de certos gabinetes. Hoje somos todos vítimas de uma máfia de criminosos que começa nos próprios governantes. Estes não passam de simples "capos" de um "padrinho" qualquer que espreita vaidoso pela janela da sua mansão para contar os cadáver que se encontram do outro lado da cidade. Gasta-lhe carregar num botão e a sua vontade é cumprida.

O aumento dos juros da divida, mesmo com um governo de maioria está aí para provar que não passamos de marionetas que só mexemos de acordo com os cordéis que nos querem, e quando os querem puxar!

22.6.11

QUASE DOIS MESES

Passaram quase dois meses desde o último escrito. Bem sei que é muito tempo, mas o dia só tem 24 horas e é preciso optar por uma ou outra coisa. Foi o que se passou! É que não deixei de escrever, bem pelo contrário, até escrevi mais. Nos últimos tempos dediquei-me exclusivamente a dois trabalhos que considero bastante importantes ao mesmo tempo que procedi a várias investigações para elaborar um outro. Ou seja, teatro, poesia e romance tem estado na ordem do dia, no que à escrita diz respeito. No entanto tenho também já bastante avançado um esboço de ensaio que também gostava de concluir, pelo que nos próximos tempos a assiduidade por estas paragens também não vai ser assim muito grande!

A par disso a próxima quinzena vai ficar marcada por mais uma Festa dos Tabuleiros, para mim a verdadeira e única festa do povo (desculpem a imodéstia e o orgulho provinciano). Claro que vou querer ver tudo o que puder, mesmo que já tenha visto mais de uma dezena de vezes, mas o meu amor a esta terra que me viu nascer é quase doentio, e chego a chorar de felicidade ao ver o cortejo a passar. É certo que cada maluco tem a sua mania e há que desculpá-los, e uma vez que o país está em crise valha-me esta alegria.

Bem pouco mais há dizer, a não ser que se meteu na cabeça ir fazer um doutoramento em Ciência Política... o problema é o dinheiro, mas a coisa está a ganhar forma na minha moleirinha, por este andar ainda vou cometer essa loucura!

28.4.11

EFEITOS SECUNDÁRIOS

A canseira das últimas semanas tem-me obrigado a manter longe do blog. Não só o cansaço causado por aquele fim-de-semana louco do Ciclo Cultural, como depois ter de tratar das alterações ao Regulamento Interno da Associação, e depois uma caminhada no dia feriado. Tudo isso tem contribuído para a minha ausência. De qualquer modo também os tempos que correm em termos sociais, políticos e económicos, não aconselham a grandes escritas, sob pena de estar a dar alguma "calinada".

Tal como a maioria dos portugueses, eu estou na expectativa e aparte uma ou outra parvoíce que os líderes do país vão dizendo acho que anda tudo muito descrente no futuro. Depois de 37 anos de democracia é pena que este povo se veja violado nos seus direitos e os mesmos que se tinham enchido com o regime anterior o voltassem a fazer com este e com a cumplicidade de quem deveria ter da democracia uma perspectiva diferente. Afinal a ditadura não acabou, deram-lhe foi outro nome, vestiram-lhe outras roupas, maquilharam-lhe a face e com isso enganaram-nos a todos com as suas falsas promessas. A cada momento este povo vai sentindo os efeitos secundários de uma estirpe que governa o pais há cerca de trezentos anos. Leiam a história e verão como certas famílias se têm mantido na esfera do poder, independentemente, da ideologia e do regime.

24.4.11

NUMA CORRERIA

Entre a chegada do FMI e o Domingo de Páscoa ou o feriado do dia da Liberdade a minha vida tem andado numa autêntica correria, o que não me tem permitido vir aqui fazer as críticas aos donos do poder nem aos seus "afilhados". Primeiro foi uma semana inteira a ultimar ao pormenor o Ciclo Cultural, o que diga-se de passagem contribuiu para o sucesso da iniciativa. Depois foi ter de arrumar tudo, fazer as contas parciais para entregar ao Tesoureiro, fazer relatórios e coisas do género para garantir alguns apoios. Agora estamos na fase de preparar a Caminhada e o Passeio BTT que terá lugar amanhã e logo a seguir preparar uma Assembleia Geral Extraordinária. Ora desse modo quem vai estando longe das minhas críticas são os "governantezecos" aqui da parvalheira, também eles agora numa correria nas negociações com o FMI.

20.4.11

SÓ CULTURA...

Quase não tenho tempo para passar por aqui. A realização do 2º Ciclo Cultural das Aboboreiras, do qual fui um dos principais organizadores e agora o balanço do mesmo não me deixam um instante descansado. Dentro de dias voltarei e contarei algumas novidades!

13.4.11

MAS NÃO ERAM PRECISOS (?)

Apesar das muitas notícias que foram saindo na comunicação social, portuguesa e estrangeira, bem como a pressão dos banqueiros na última semana, parece que Portugal não precisava de uma intervenção externa. Não digo ajuda, porque penso que não vem aí ajuda nenhuma, mas sim um processo de implementação de políticas restritivas.

Ora foi isso que li há poucos minutos, num resumo de um artigo publicado no New York Times pelo professor de Sociologia da Universidade de Notre Dame (nos Estados Unidos da América) Robert Fishman. Ao autor aponta várias razões para se ter chegado a esta situação, sobretudo a especulação dos mercados, e curioso, entre muitas das suas opiniões, é referir que o governo até estava a conduzir bem as políticas e que a economia portuguesa estava a responder à crise, muito melhor do que outros países da Europa Ocidental. Sobre tal questão, claro que não faço qualquer comentário, pois certamente não estando na posse de todos os meios e informações que ele possua, estaria a incorrer em erro.

No entanto houve outra opinião que se causou um certo arrepio, para não dizer medo, é que segundo aquele autor, a atitude dos mercados pode ser vista como um modo de condicionar as democracias e aponta desde já outros possíveis alvos na Europa. É porém na sua interpretação do perigo que a intervenção externa em conjunto com a actividade dos mercados pode colocar a democracia europeia em perigo, que mais me assusta e sou quase obrigado a concordar com ele. Seja como for em relação ao "resgate" eles já cá estão, mas como diz o professor, se calhar não eram cá precisos, não tivessem certos "poderes" feito o seu papel. A tal "comissão de corrupção internacional".

12.4.11

JÁ POR CÁ ANDAM

Está feito! Pronto! Como os órgãos de comunicação social se fartaram de anunciar hoje os "homens do fraque! já por cá andam. Mais uma vez não me enganei muito, melhor tivesse enganado, e os tempos que se avizinham irão ser duros. Eu pela minha parte, com o ordenado que tenho vou sobrevivendo e aquilo que mais gosto de fazer não deixarei de fazer. Ler, ajudar em actividades culturais e associativas e cumprindo outras obrigações sociais. Mas não tenho dúvidas que há gente que vai passar muito mal. No meu caso, que tive sempre algum recato, ainda que tenha gasto dinheiro em formação, acho que me vou aguentar.

E como o tempo é escasso... hoje por aqui me fico com intenção de voltar ao assunto!

10.4.11

AVALIAÇÕES

O congresso do Partido Socialista termina hoje, e possivelmente com as mesmas características do inicio, isto é sem a humildade de reconhecer os erros próprios e empolgando-se na apologia do mito da personalidade. Poucos tiveram a coragem de afrontar os "status quo", o que só foi feito por Ana Gomes, Jacinto Ferrão e Fonseca Ferreira. Muito pouco para o contestatário ruído de fundo que se ouve entre os militantes de base e até entre alguns dirigentes locais, que muito mais interessados em manter o lugarzito do que afrontar o sistema, vão esperando dubiamente entre o que existe e o que virá. Alguns não duvidam que a derrota será "estrondosa" e embora não comungue desta ideia, não duvido que ela acontecerá! O povo/cidadãos avaliará!

Para o início da semana está marcada a chegada do FMI. E a primeira coisa que este organismo deveria começar por fazer era uma avaliação da classe politica que temos, quer nos saberes, nas competências, nas capacidades, pois é o único nível da administração pública ou equiparado que não está sujeito a uma avaliação anual. Há avaliação para professores, médicos, enfermeiros, policias, varredores, administrativos, operacionais e mais uma carrada de gente que se vê obrigada a trabalhar para dentro da administração, por via das avaliações e auto-avaliações e não há um sistema avaliativo para os políticos! Além das eleições terá de haver outro modelo de avaliação!

9.4.11

FEIRA DE VAIDADES

Tenho escutado pelo menos alguns resumos das intervenções feitas no Congresso de Matosinhos e aquilo não mudou nada. Uma feira de vaidades onde dois ou três indivíduos que a si próprios se identificam como elite, de cabeça oca e num discurso repetitivo, mas narcisista e que não nos leva a lado nenhum. Nem ao Partido Socialista nem ao país. O Partido mentiu aos Portugueses e isso deveria ser assumido com toda a clareza e não agora andar a fazer "palhaçadas congressistas" com o fito de elevar a idolatria ao mito da personalidade, como se pretende fazer com o actual secretário-geral!

Alguma humildade não fazia falta nenhuma a alguns socialistas. Não se perdia nada em ouvir alguns socialistas da "rua", comerciantes, pedreiros, varredores, os verdadeiros pagadores de quotas, com dois nós na garganta. Um deles decorrendo da asfixia económica e fianceira que o governo lhe impôs, governo que sendo suportado pelo seu Partido lhe causa um nó na garganta de incredulidade, custa muito que um Partido Socialista tenha governado assim e se prepare para governar pior.

Claro está que a direita arrogante e persecutória vai voltar ao poder, porque a esquerda nacional é cada vez mais um caos endémico. Dum lado uma esquerda a puxar demasiado para a direita e do outro uma esquerda excessivamente estática e sem um mínimo de bom senso e inteligência para encontrar pontos de concordância para a partir daí se conseguir o objectivo de um governo de esquerda, ainda que uns e outros cedessem qualquer coisa. Mas não, também aqui se prefere a feira de vaidades em que cada um assume a paternalidade e a titularidade da verdade única e absoluta, como se tal existisse.

8.4.11

AGUARDAR

Pois... está escrito! Tal como previ o ordenado mínimo não vai ter alterações em relação àquilo que foi definido no início do ano. Já o meu avô dizia, e muitos outros da sua geração que "enxoval que não vai com a noiva tarde ou nunca lá chega!" Resta agora aguardar pela intervenção do FMI para ainda roubarem mais a quem tem pouco, através de um "PEC 4 ou 5...". Como se tivesse sido o povo a colocar o país na situação em que está!

Enquanto isso este fim-de-semana realiza-se em Matosinhos um Congresso que não passa de uma "fantochada" e Sócrates deveria, depois do recurso à ajuda externa pura e simplesmente ter abdicado do lugar para que foi eleito. Temos de aguardar pelas eleições legislativas para que de uma vez se convença que os portugueses não o querem e muitos socialistas...também não! E com isso iremos ter novo congresso lá para o fim do ano ou inícios do próximo.

Espera-se que nessa ocasião, alguém com coragem e com alguns ideais socialistas se resolva a avançar para a liderança do partido. Sócrates é, em Portugal, a maior nódoa do socialismo democrático que se conhece, pois os seus ideais são claramente de capitalismo selvagem. Aguarda-se que o futuro líder, seja mesmo socialista! há que aguardar!

7.4.11

NÃO ESTAVA LOUCO!!!

Andei a dar uma vista de olhos pela internet, a ler uns títulos ou um artigos, cosoante a notícia me parecia ou não apelativa. Nessa viagem informativa virtual dei de caras com um título que me chamou à atenção e ao mesmo tempo me terá servido de conforto quanto a uma possível "loucura" em relação a certas matérias e opiniões que aqui registei! Ao defender certas posições, afinal não estava louco!!!

O assunto em questão prende-se com uma iniciativa de um grupo de economistas que vão fazer chegar ao Procurador-Geral da República um requerimento para que seja levantado um inquérito às empresas de "rating" por pretensa manipulação dos mercados e com isso tirarem vantagens para alguns dos seus clientes! Afinal eu não estava louco!!!

Prova esta iniciativa que se houvesse vontade política na União europeia tinha sido movida uma acusação contra as mesmas, por suspeita de crime, e muito provavelmente a Irlanda, a Grécia e Portugal não estariam como estão. Aliás tal atitude foi tomada por dois ou três Estados da Federação Americana. Afinal eu não estava louco!!!

No entanto também cada vez estou convencido que uma grande máquina de corrupção se move em torno, ou antes no interior, de todas as instituições europeias, bem como em algumas das mais fortes economias da União. Hoje não é só o poder económico e financeiros que nos controla é também a confederação internacional da corrupção! E tal como não estava louco antes (estou quase convencido)... hoje também não!!!

5.4.11

TRISTE PAÍS

Andou o governo, não só em Portugal porque outros governos fizeram-no noutros países, a alimentar os bancos com o dinheiro dos contribuentes para agora estes tipos virem dizer que não estão dispostos a continuar a disponibilizar dinheiro para o Estado. Atitude terrorista tendo como objectivo que o país recorra à ajuda externa para transferir o dinheiro para os bolsos deles, e ganharem de duas formas: com o dinheiro que lhe entra nos bolsos e com as negociatas que vão mantendo como os que controlam a ajuda externa. Triste país!

Num país em condições, amanhã pela manhã todos os bancos estavam nacionalizados e acabava-se a mama. Numa Europa com ética tais bancos iram imediatamente proibidos de operar quer em conjunto quer sozinhos, no espaço europeu. Mas se por um lado a Europa actual só vê a ética do dinheiro e continua a entregar-se nas mãos do capitalismo financeiro, que foi o culpado da presente crise, por outro lado Portugal segue-lhe as pisadas mas com a agravante de estar com uma mão atrás e outra à frente, completamente falido. Triste país!

Mas a falência não é só económica e financeira. Esta estará já na origem de uma falência social que se irá registar a breve trecho. Mas pior que qualquer uma destas foi a falência moral que há cerca de duas décadas se começou a abater sobre o país... triste país!

2.4.11

DESILUDIDO

Fui à tal reunião. Mas ao contrário do que esperava, estava pouca gente, falou-se de muitos assuntos, alguns até interessantes, mas de maneira geral, pareceu-me que a maioria das pessoas está desmotivada. Ou se calhar, o melhor seria afirmar que as pessoas estão desiludidas com aqueles em quem acreditaram. E como é fim de semana e não pretendo alongar-me demasiado. Também eu estou desiludido, mas uma coisa é certa vibrei com o debate Soares/Amaral transmitido na TSF. Afinal não sou só eu a ver as burrices e prepotência da chanceler alemã! Estou desiludido por não haver na Europa quem lhe faça frente!

31.3.11

A DECISÃO

Afinal, a antecipação que ontem referi ainda é maior do que pretendia porque afinal a tal reunião é só amanhã e não hoje. No jogo das palavras pode dizer-se que foi uma antecipação antecipada o que aliás é a mesma coisa que parece estar a acontecer ao país. Anda-se a antecipar a desgraça com a antecipação das eleições, pois foi esta a decisão do Presidente da República!

Diga-se, aliás, péssima decisão. O Presidente deveria ter tomado uma posição de força, convidava cinco parlamentares do PS, quatro do PSD, três do CDS, dois do Bloco de Esquerda, dois do PCP e um dos Verdes e impunha-lhes a formação de um governo. Dir-me-ão que era anticonstitucional mas é mentira, bastava o presidente declarar o Estado de Emergência previsto na constituição que até poderia dar ordem de prisão aos convidados se eles se negassem a essa tarefa.

Quando se diz que o Presidente não tem poderes, ou é porque não se leu a constituição de modo correcto, ou porque há alguns teóricos que pretendem que o presidente não os possa utilizar na sua plenitude. É certo que em alguns casos não se justifica um uso tão radical dos ditos poderes, porém neste caso concreto, o Presidente deveria ter ido até ao extremo. Já que os partidos estremaram posições, ele fazia o mesmo com uma outra decisão. Não teve coragem para tanto ou não lhe interessou?

30.3.11

ANTECIPAR

Amanhã estou convocado para uma reunião à noite. Não me apetece muito ir para lá, pois não estou para andar a prestar vassalagem a ninguém, muito menos a quem traiu os meus ideais pelo "seguidismo" que implementou relativamente à chamada 3ª Via. É claro que tenho as minhas obrigações e devo cumpri-las de acordo com as normas dos organismos a que pertenço, mas isso não quer dizer que hipoteque a minha consciência. Além disso porque considero que o principal organismo a que pertenço é ao da humanidade, e quando alguém me despeja teorias económicas ou outras de qualquer índole em que os seres humanos são puramente esquecidos, não me revejo em tais teorias ou pressupostos.

Claro que lá estarei, como é minha obrigação e certamente irei dizer muita coisa desagradável para os meus amigos, mas são coisas que eu sinto à minha maneira e mexem com a forma de eu ver a vida em sociedade. Correrei o risco de ouvir grandes críticas, ataques e acusações de falta de solidariedade numa situação tão complicada. Mas pergunto quem foi o primeiro a falar a essa solidariedade, não tanto comigo mas com outros mais desprotegidos que eu, em momentos de maior dificuldade. Não quero entrar em grandes confusões, mas já estou a antecipar uma noite a exigir grande espiríto de combatividade.

29.3.11

BRASIL SALVADOR

Apesar de nos encontrarmos às portas da bancarrota, ainda há alguém que nos traz um pouco de esperança e esse lenitivo vem do outro lado do Atlântico. Primeiro o ex-Presidente do Brasil, Lula da Silva e agora a sua sucessora. De certo modo concordo com as opiniões do ex-morador do palácio do Planalto quanto ao desempenho do FMI em relação a alguns países, entre os quais o próprio Brasil, de que ele tem conhecimento de causa.

Quanto à nova presidente, Dilma Rousself, parece que vem animada das melhores intenções e pretende ajudar Portugal, através da compra de divida pública, que o ex já tinha pré-anunciado quando chegou a Portugal. Se assim for teremos mais uma vez de hipótese de descobrir o Brasil e em qualquer das circunstâncias como nosso salvador. A confirmar-se será terceira descoberta. A primeira quando lá chegou Pedro Álvares Cabral, facto que contribuiu para nos salvar do sufoco castelhano no novo mundo. A segunda quando o Rei D. João IV, para ali transferiu a corte, dando aso à independência de Brasil, mas também que a de Portugal porque a coroa não caiu nas mãos do exército napoleónico. E agora esta terceira descoberta, pelo facto de nos poder valer como o aliado que nos vai permitir fugir das garras do FMI. O Brasil parece ter o condão de ser salvador de Portugal!

26.3.11

CONHECER PESSOAS

Por natureza sou um humanista, e como tal é etendível que goste de conhecer pessoas, que goste de me relacionar com elas concordando ou discordando, falar, conviver, debater, reflectir até se preciso for beber um copo.

Hoje tive esse grato privilégio de conhecer mais uma pessoa, almoçar e conversar um bocado de um modo tranquilo e pleno. Gostei! Gostei de conhecer aquela pessoa (que por uma questão de ética vou manter anónima), e gostei da sua forma de ser. Talvez tenha exagerado um bocado e de certo modo controlado o diálogo, o que diga-se de verdade pode ser um sinal de má-educação, mas não foi esse o sentido, mas antes o de tentar evitar que nos puséssemos só a comer e de boca calada. Talvez tenha sido uma conversa um pouco "intimidatória", mas a minha vontade era que não fosse assim.

Fiquei com boa impressão, e nesta coisas habitualmente não me engano. Quem me cai no "goto" à primeira é boa pessoa. Espero ter dado o primeiro passo para uma boa amizade, porque ainda que lhe reconheça uma diferença de mentalidade em razão da idade, pareceu-me uma pessoa muito mais forte e tranquila do que a ideia que antes tinha. O ser humano é um animal gregário e sociável e só com a criação de laços de amizade a sociedade pode progredir... por mais redes sociais que existam. Como é engraçado estar com amigo, já um bocadinho animado e dizer uma parvoíce de que todos se riem inclusive nós! Isso só se consegue conhecendo pessoas.

24.3.11

A QUEDA ESPERADA

Como não sou fingido nem mentiroso, devo dizer que não me surpreendeu a queda do governo que se verificou ontem. Já o disse e repito, não "vou à bola" com o Sócrates, acho-o um arrogante, um ditador, um mentiroso, um traidor, um vendido à direita. Por isso mesmo gostei de o ver corrido daquele lugar. A única coisa que me custa é ter sido o partido onde milito a dar guarida a tal indivíduo. Certamente que estava melhor naquele onde deu os primeiros passos na política e por isso pôs em prática as suas linhas programáticas.
Custou-me ver ao longo destes seis anos o meu partido esvaziado dos valores da esquerda, de ver verdadeiros socialistas silenciados à força. No poder não deve valer tudo e há que conhecer o mundo para se ter alguma sensibilidade e humanismo. Sócrates não tinha nada disso, espezinhou o povo sem piedade enquanto enchia a barriga aos patrões, aos bancos e a alguns amigalhaços bem colocados como gestores de empresas públicas. Sócrates secou por completo o PS para se assumir como uma figura idolatrada à imagem de muitos regimes e partidos personalistas.
Claro que o que aí vem até é capaz de ser pior, mas pelo menos tenha a coragem de não mentir de não fazer um discurso em que trate toda a população como atrasados mentais, que não se julgue o supra-sumo da inteligência. Continuo com a convicção que Sócrates foi o pior Primeiro-Ministro de Portugal, desde há um século a esta parte!

22.3.11

SÓ DE PASSAGEM

É mesmo só de passagem porque as obrigações sobre o Ciclo Cultural são cada vez mais, e ainda tenho de ir contactar umas pessoas a seguir ao jantar. Porém num dia que ficou marcado por um pretenso acordo entre os parceiros sociais, não queria perder a oportunidade de aqui deixar a minha opinião. O tal acordo é mais uma autorização de roubo dada pelo governo aos patrões, abençoada por toda a direita e apadrinhada pela direita do Partido Socialista. É mais uma manobra do Socratismo institucionalizado, mas com fim à vista, só é pena que todos os cidadãos sejam penalizados e os socialistas de esquerda o sejam duplamente.
Que venham um tsunami político que afogue de vez estas gente que assaltou o poder no Partido Socialista para colocar em prática políticas de extrema-direita. Sócrates e a sua cambada também terão um fim!

21.3.11

DE ARRASAR

Mais uma semana de arrasar que se passou. A correr para um lado e para o outro, o que me impediu de vir aqui escrever alguns apontamentos e como as coisas agora já estão ultrapassadas não adianta falar sobre elas e aproveito para recordar cinco dias diabólicos. Na quarta depois de sair do emprego, jantei, tomei banho, fiz a mala e apanhei o comboio das 20 horas para Lisboa. Às 23 horas, já estava no Pragal no Hotel onde fui ficar nos dois dias seguintes, mas estava estafado e precisei de um duche para descontrair.
Na quinta às 8 horas estava a tomar o pequeno almoço e às 9 já estava junto da amiga Fatinha a receber o material da XVII Conferência de Consumo e Cidadania. Quinta e Sexta, com discursos, debates, esclarecimentos, e embora se esteja sentado é cansativo. Falei muito com o Santos um amigo espanhol da Estremadura e com o grupo de angolanos, sobre as diferentes experiências da defesa dos consumidores. Mas ainda assim na quinta ainda deu para ver os "portugueses" a seguir em frente na Liga Europa.
Na sexta, nova etapa de muito trabalho até à hora de regressar a Tomar. Para conseguir chegar mais cedo fartei-me de correr entre o comboio e o metro e de novo para o comboio e às 20 horas estava em Tomar quase arrasado. No sábado de novo para Lisboa, para a manifestação sindical e depois chegado à terra até à Associação das Aboboreiras, onde passei quase todo o domingo, depois de ir tirar umas dúvidas ao Ti' João e sentar-me meia hora no Lar junto à minha mãe. Com este ritmo ontem deitei-me às onze da noite... completamente arrasado e só acordei hoje pelas 8 da manhã! Já não me lembro de ter dormido nove horas seguidas, mas foram mesmo uns dias de arrasar!