26.1.11

DE OUTRO PRISMA

Com a devida autorização da minha chefia hoje saí cerca de meia hora mais cedo para ir assistir a uma conferência que irá contribuir para a melhoria das funções que desempenho. Como o local de trabalho ainda fica um pouco distante da Biblioteca Municipal, apressei-me porque não gosto de entrar a meio, o que não acho agradável para qualquer das partes, porém o que estava agendado para as 17,30 acabou por só se iniciar às 18, à boa (péssima) maneira portuguesa, mas apenas porque a adesão não foi muito grande, o que é de lamentar pois o assunto era interessante e nos dias que correm bastante apropriado: "Educação Financeira".
Trata-se de uma iniciativa da Caixa Geral de Depósitos e da Universidade de Aveiro, que tem percorrido vários concelhos do país. Contou com a participação de dois palestrantes e devo dizer que fiquei agradado com o evento, e pese embora não tenha concordado totalmente com um dos assistentes (dirigente bancário) conseguiu ver o outro lado da moeda. Isto é ver a questão de outro prisma e embora continue a dizer que os bancos levaram, em grande parte, as economias dos Estados e das pessoas à falência, concordo com o que foi dito quanto ao facto de ser tudo uma questão de responsabilidade ou irresponsabilidade. Pois se mandarmos a culpa só para cima dos bancos e não considerarmos a nossa atitude perante o incitamento ao consumo e deixarmo-nos ir na onda, quer dizer que os cidadãos são todos uns atrasados mentais (sem ofensa para estes) que não possuem capacidade para discernir até que ponto podem ou devem fazer uso do dinheiro. É outro prisma, mas infelizmente bem real! Assumir um crédito deve ser feito com ponderação!

2 comentários:

António Branco disse...

A responsabilidade da situação actual é de todos. Na verdade, quem despoletou isto foram os bancos americanos, mas o fogo só alastrou porque tinha por onde alastrar: sobre créditos excessivos e mal ponderados de instituições e de particulares... não me lembro de há uns anos se fazer um crédito para ir de férias. Ou até para pagar um "Copo de água"de uma boda, esperando que as prendas dos convidados cubram os custos...

Lu! disse...

De facto é verdade! As pessoas muitas delas não tem conciencia de nada. Gastam mais que podem... Não fazem contas à vida... Pedem empréstimos para respirar mas esquecem-se que ainda se afogam mais e mais... Enfim...